O Inter me irritou!

31 07 2008

Por Pedro Rodriguez

Estou de saco cheio do Inter de Porto Alegre.

Como pode um time que tem esse elenco e que é aclamado pela crítica como um dos candidatos ao título perder para Santos e Ipatinga, dois candidatíssimos ao rebaixamento EM CASA?

Defitivamente me irritou!





Caso Nilmar: um dos maiores absurdos da história do futebol

30 07 2008

Por Pedro Rodriguez

Nilmar comemora gol pelo Inter

Nilmar comemora gol pelo Inter

O Corinthians anunciou hoje oficialmente que repassou o dinheiro referente à venda de Carlão para o Sochaux diretamente para o Lyon e encerra assim a quitação da dívida com o clube francês e também põe fim a um dos casos mais polêmicos e mais absurdos da recente história do futebol MUNDIAL.

Veja bem:

O Corinthians PAGOU 8 milhões de Euros pelo jogador. Ainda deve 3,6 milhões de reais em dívidas trabalhistas e mais 1 milhão de Euros pelo que o Inter ainda tinha direito sobre o jogador, quando “comprado” pela MSI.

Traduzindo: o Nilmar custará para o Corinthians, no final das contas, o equivalente a mais de 25 MILHÕES DE REAIS!

E o pior: ESTÁ JOGANDO EM OUTRO CLUBE, que está RECEBENDO 1 milhão de Euros por esse jogador!

Sei que tudo isso já foi dito não sei quantas mil vezes.

Mas nunca é demais lembrar, para aqueles que ainda gostavam da parceria Corinthians-MSI, o quanto isso pode prejudicar financeiramente o clube.

E para aqueles que dizem que torcem para o time e danem-se as finanças, contenha a sua dor de estômago, ao saber que seu clube pagou 25 milhões de Reais por um jogador que beija a camisa de outro clube a cada gol que marca.

E tenho dito.





A trágica coincidência dos rebaixados

29 07 2008

Por Pedro Rodriguez

Com quase 40% do Campeonato Brasileiro transcorrido, já dá inegávelmente para traçar alguns prognósticos. Tudo isso baseado na comparação que se tem do campeonato do ano passado. A fórmula dos pontos corridos permite isso. A comparação matemática é algo totalmente factível.

No ano passado, por exemplo, na 15a. rodada, o time que estava em 17o. lugar (ou o último rebaixado) tinha 18 pontos, e o primeiro rebaixado (o 20o. colocado) tinha 10 pontos. Uma diferença de 8 pontos entre o último e o primeiro.

Agora em 2008, o 17o. colocado tem 16 pontos. Mas o 20o. colocado tem 13 pontos. Ou seja, uma diferença de 3 pontos entre o ultimo e o primeiro, o que mostra que a situação está mais embolada.

Uma comparação interessante mostra como a situação do Santos está complicada: o 18o. colocado no ano passado era o Juventude e ele tinha 15 pontos (um a mais do que o Peixe). Não preciso dizer o que aconteceu com o time gaúcho.

Um alento para o Fluminense por exemplo é que o Náutico ocupava a 19a posição, com 13 pontos (o mesmo que o Flu) e se livrou do rebaixamento.

Resta saber o que nos reserva as próximas rodadas. Veremos se as coincidências continuarão ou não. Prometo que atualizarei a todos com as novas estatísticas.





O Futebol no Chile

24 07 2008

Por Pedro Rodriguez

Acabei de voltar do Chile. É, esse humilde blogueiro também trabalha.

Santiago continua uma cidade muito organizada, com uma sensação de segurança muito grande. As instituições funcionam, a polícia não é corrompida e é bem treinada, a violência é mínima.

Não pude conter a risada, quando um taxista me explicava o baixo movimento de um outrora boêmio bairro da cidade: “Agora aqui está assim, meio vazio, porque mataram uma pessoa em frente aquele bar”. Eu acabei lhe respondendo: “Mataram UMA pessoa? De onde eu venho matam várias!”. Só rindo mesmo. Pra não chorar.

Mas, como esse blog não é sobre política, justiça ou cidadania, vamos falar do que importa. Futebol.

O Chile é um país bastante futebolístico. Confesso, que por incrível que pareça, vi mais lojas vendendo camisas de futebol nas ruas de Santiago do que na Cidade do México. De qualquer modo, as pessoas na rua com a camisa do seu time são raríssimas. E a explicação pode ser simples. Falta de orgulho.

Os dois maiores clubes do país são Colo-Colo e Universidad de Chile, conhecida como “La U”. São as duas camisas que geralmente vemos sendo vendidas e é o grande clássico da cidade. Outro clube com número razoável de torcedores é a Universidad Católica de Chile, que contra La U, fazem o clássico das Universidades, disputado à mais de 70 anos.

Conversando com amigos locais, perguntei como era a relação do povo com o futebol. Me responderam que o país é muito futebolístico, mas ainda falta algo. E quando pergunto o que seria esse “algo”, a resposta é unânime: títulos.

A seleção Chilena, históricamente sempre incomoda os grandes, batalha, mostra força. Mas não tem nenhum título. E isso acaba fazendo com que o povo desista um pouco. O melhor resultado em Copa do Mundo foi uma semifinal em 1962 e na Copa América foram 4 finais e os chilenos perderam TODAS.

Na Libertadores também há tempos os clubes Chilenos não fazem muito sucesso. O único campeão foi o Colo-Colo em 1991 e de la pra cá os resultados não foram dos melhores. A Universidad Catolica chegou à final em 93 e depois só o Colo-Colo em uma semifinal em 97.

Ainda assim, o povo de lá continua tendo no esporte bretão o seu favorito. O futebol também é o mais praticado e não é raro os companheiros de trabalho que se juntam em um dia da semana para bater uma bolinha em uma das várias quadras da cidade.

E vamos continuar torcendo para que o Chile cresça no futebol como cresceu como país, siga se organizando, incentivando a pratica e revelando talentos. Isso só ajuda a engrandecer ainda mais o nosso continente.





Amargo retorno

19 07 2008

por Cássio Brandão

Sou um torcedor apaixonado. Como, provavelmente, você que me lê agora. Sofro, grito, fico puto, choro e rio, rio muito de alegria com um gol, uma bela jogada. Vibro com a raça. E me indigno quando ela falta. A raça, de todos os elementos do futebol, é a que mais me desperta sentimentos. Condição sine qua non, deveria punir os que não entram em campo com ela, deveria expelir do mundo do futebol os que não a tem.

Pois, no dia 2 de Dezembro, o fatídico dia do rebaixamento corintiano, assim que a tv confirmou a tragédia, firmei um compromisso, quase uma promessa: veria todos os jogos em São Paulo do meu Timão. Todos. Mudaria viagens, negociaria com namoradas e amigos, mas não perderia um jogo pela série B.

Fui contra o CRB, engatei os primeiros jogos no Pacaembu e vi todos pela Copa do Brasil no Morumbi. Empolgado, parcelei um sonho de endereço até hoje bastante esquisito: Ilha do Retiro, Recife.

O que aconteceu lá não precisa de maiores explicações e não arrisco nenhum tipo de explicação com teor conspiratório. Acho apenas que faltou esta tal de raça. E isso castiga. Muito.

Voltando para casa, no vôo mais estranho de minha vida, em tom fúnebre decretei: não vou mais ao estádio este ano. Ponto. Vou me dar um tempo, permitir a mim o controle do sofrimento.

Ouvi piadas de amigos, cheguei a ser rotulado de “falso torcedor”, mas como dizia minha avó: passarinho não come pedra porque sabe o cú que tem.

Estava puto! Indignado! Como fomos ao Recife, quase cinco mil maloqueiros, e o time não correu, não chutou a gol, sequer correspondeu com um mínimo de vontade, de raça?

Só que resolvi mudar minha decisão áerea e fui ao Pacaembu hoje.

O jogo, contra o Bahia, remetia a minha primeira visão in loco de um gramado, minha mágica iniciação: 5 de Dezembro de 1990, semi-final do nosso primeiro Brasileirão conquistado. 2×1. De virada, este de Neto, o maior jogador que vi vestir o manto alvinegro. Falta para o portão principal, ele levantou o calção, respirou e nos levou às finais.

Pontualmente às 15h estava na Praça Charles Miller tomando uma cerveja e olhando o movimento. Às 16h10, quando a bola rolou, tive a certeza de que tinha errado: como pude deixar aquilo longe da minha vida? Como? Quase 40 mil torcedores cantando e pulando, empurrando o SC Corinthians Paulista.

Mas o jogo que tinha tudo para ser o meu reencontro com o Corinthians, o meu emocional pedido de desculpas não aconteceu. O Corinthians não era o… Corinthians.

Apático, acéfalo no meio de campo, sem vontade e atacando num ritmo desenfreado e até inconsequente. Com falhas mil e sem raça me fez, mais uma vez, sentir raiva.

E acabou com o meu sábado.

Nada está perdido. Pelo contrario. Somos líderes, o fim da invencibilidade aconteceu com mais de um terço de campeonato jogado e a classificação, quiça o título, é questão de tempo.

Mas ainda falta algo, algo que não se aprende, não se ensina. Ou é ou não é. E esse time atual não é o Corinthians que aprendi a ver: a tradiçao, a raça, a vontade, o coração.

Foi um reencontro amargo, muito amargo. Que entre outras coisas, me fez sentir uma saudade enorme do Neto, do Ezequiel, porra, do Jacenir…





Nova Camisa do Flamengo

19 07 2008

Por Pedro Rodriguez

Nova camisa do Flamengo

Nova camisa do Flamengo

Tá virando moda! E agora é a vez da torcida do Flamengo reclamar do design da nova camisa, também lançada essa semana pela Nike.

Dessa vez a polêmica foi causada pelo estilo das listras na camisa rubro-negra. Muitos torcedores acharam parecida com um pijama (principalmente a versão manga comprida usada na quarta-feira contra o Coritiba).

Como se não bastasse, o divertido blog Bola nas Costas, da Globo.com, fez uma montagem comparando à nova camisa com a roupa do famoso Fredy Krueger. Foi o suficiente para o tema esquentar o debate nas comunidades do Orkut e outros fórums pela internet afora.

Krueger está na Gávea!

Krueger está na Gávea!

Só que na minha opnião, estão exagerando dessa vez. A camisa é muito bonita e o estilo das listras mais finas fica estéticamente bonito. E no mais, é só um detalhe. Não representa uma graaaande mudança na camisa.

No caso do Corinthians os designers da Nike foram bem mais agressivos.

Resta saber se os torcedores do Flamengo também farão pressão na Nike e diretoria para alterar o uniforme. Ainda mais considerando-se o fato de que clube e fornecedora de material esportivo estão em sério litígio.





Ronaldinho e o duelo Nike vs. Adidas

17 07 2008

Por Pedro Rodriguez

No Milan, essas duas marcas estarão juntas

No Milan, essas duas marcas estarão juntas

Agora que Ronaldinho já está confirmado, apresentado e ovacionado no Milan, ele (e a Nike) devem estar pensando seriamente em soluções para poder extrair – e exibir – o máximo possível a marca do Swoosh, dentro dos limites permitidos pelo clube milanês, que é patrocinado pela Adidas.

É inegável que o fato de Ronaldinho e Barcelona serem ambos patrocinados por Nike, davam inesgotáveis possibilidades para ações de marketing diferenciadas e criativas.

No Milan, o Gaúcho não poderá usar sua bandana com o logo Nike, por exemplo. O mesmo acontece com a camisa 10, que a Nike usa como parte da “marca Ronaldinho”, através de inúmeras peças com o logo “R10″.

Tenho certeza de que se o Milan fosse patrocinado pela Nike, o Seedorf choraria na cama que é lugar quente e se contentaria com outra camisa.

Hoje já tivemos uma pista de como a coisa vai funcionar. Ronaldinho bateu bola no San Siro com a camisa do Milan da Adidas e uma bola também da Adidas, igual à usada na Eurocopa.

Claro que a Nike colocará suas cabeças-pensantes dedicadas 24 horas para encontrar uma (ou várias) soluções criativas para o conflito. Inclusive para o possível novo número de Ronaldinho, que deve ser o 11.

As perguntas que me vem à cabeça, sem conhecer o contrato do Gaúcho com a Nike, são: será que vão diminuir o valor do patrocínio proporcionalmente à diminuição de exposição? Considerando que o contrato com Ronaldinho não é vitalício, haveria possibilidade de rompimento desse contrato?

Opine aqui!





Nova Camisa do Corinthians (Parte 4): Ao vivo e à cores!

16 07 2008

Por Pedro Rodriguez

Hoje fui à loja da Centauro do Shopping Eldorado, conferir ao vivo e à cores a nova camisa do Timão.

Minha esperança era de que ao ver a preta cara a cara, me acostumasse com a idéia do maldito retângulo.

Não deu certo. E pior. Constatei alguns detalhes na fabricação das camisas que me chatearam e me causaram certa desconfiança, principalmente por estarem um pouco aquém da qualidade dos produtos Nike.

O primeiro que notei foi o bordado do logo da própria Nike. Muito mal feito e quando comparado com o mesmo logo bordado na camisa roxa, que estava ao lado, dava para perceber a diferença.

Não sei se nas fotos que tirei com meu celular essa diferença ficará perceptível, mas de todos modos, vejam as fotos abaixo:

Torto, mal bordado e meio "ralo"

Torto, mal bordado e meio "ralo"

Bem bordado, perfeito e mais "cheio"

Bem bordado, perfeito e mais "cheio"

Outro detalhe que me chamou a atenção foi a costura da gola da camisa. Achei mal feita, mal acabada. Parece produto pirata. Não sei se dá para perceber pela foto, mas aí vai:

Costura mal feita

Costura mal feita

Não sei se esses foram problemas com um lote inicial das camisas ou se todas estão assim. Mas definitivamente não achei a qualidade boa.

Alguém também já viu a camisa ao vivo? Opine aqui!





EXTRA! Ronaldinho é do Milan!

15 07 2008

Por Pedro Rodriguez

La Gazzetta dello Sport

La Gazzetta dello Sport

É o fim da novela. Ronaldinho é oficialmente do Milan. Já está anunciado também no site oficial do clube. (Eu já não consigo acessar o acmilan.com; provavelmente o mundo está tentando fazer o mesmo).

Os valores são complicados de estimar, porque não foi abertamente divulgado por nenhuma das partes. O que dizem é que foi pago, por um contrato até 2011,  21 milhões de euros e mais valores variáveis.

Valores variáveis significam que o Milan pagará ao Barcelona algum valor se por exemplo, conquistar um título específico ou envolvê-lo em uma futura transferência.

Sensacional. Acho que o Milan é sem dúvida uma vitrine melhor do que o Manchester City e o futebol italiano é também mais a cara de Ronaldinho.

É pra mim a principal transferência da temporada até agora. Não por valores, continuo achando baixos. Mas pela importancia de ambos clubes e de Ronaldinho, que continua sendo um dos maiores do mundo.

Só uma transferência poderá ser superior em importância: a de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid. Se houver.

Por enquanto, Parabéns ao Milan e ao Ronaldinho. Vamos ver como será o futebol do Gaúcho na próxima temporada do calcio.





Nova Camisa do Corinthians (Parte 3): A polêmica continua

15 07 2008

Por Pedro Rodriguez

A polêmica sobre a nova camisa do Corinthians continua.

Existem comentários de que torcedores se preparam para fazer manifestação em frente à loja da Nike no Shopping Morumbi onde supostamente seria o lançamento oficial da camisa, hoje.

O motivo segue sendo o polêmico (e feio) quadrado branco estampado na camisa preta. Torcedores inclusive já fizeram montagem de como ficaria a camisa sem a anomalia:

É óbvio que ficou muito mais bonita!

A Medial já se pronunciou a respeito e disse que não tem problema nenhum com a alteração. Já a Nike

David Grinberg, gerente de comunicação da empresa, deu entrevista exclusiva ao Lance!, onde disse que se chegar algum pedido oficial do Corinthians e da Medial eles apreciarão, mas já avisa que há um prazo estipulado em contrato para que quaisquer mudanças sejam aplicadas.

Resta saber se vai valer a pena lançar a camisa 2 no mercado já debaixo de tantas críticas e ainda por cima com a possibilidade de que em breve se torne ultrapassada. Pergunto: você compraria essa camisa, por R$ 149,90?.

Além disso, voltou a velha polêmica corinthiana de que o tradicional deve ser mantido. Nisso eu sou contra. Manter as cores tradicionais é essencial, mas o desenho da camisa é outra história. Tudo tem de evoluir, caso contrário acaba inclusive a motivação de comprar uma nova camisa.

Se eu tenho a camisa atual e o desenho não muda, para que vou comprar a camisa nova?

O futebol hoje também é marketing e tem espaço para tudo. Certos torcedores têm de abandonar um pouco o radicalismo.

Sobre os próximos capítulos da polêmica, veremos. Vamos seguir acompanhando.








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